Vila Velha de Rodão

é uma vila portuguesa raiana subdividida em 4 freguesias: Fratel, Perais, Sarnadas de Ródão e Vila Velha de Ródão. O município é limitado a norte e leste pelo município de Castelo Branco, a sueste pela Espanha, a sul por Nisa e a oeste por Mação e Proença-a-Nova.

Vila Velha de Rodão fazia parte da Herdade da Açafa, doada aos templários pelo Rei Sancho I em 1189, e o seu povoamento é anterior à formação da nacionalidade. Não se conhecendo o seu foral.
A sua área constituía um ponto estratégico na delimitação das fronteiras cristãs, face aos muçulmanos, e na garantia da liberdade de navegação do Tejo, daí advindo a necessidade de edificação do castelo das Portas de Ródão.
A existência do Pelourinho Manuelino confirma a autonomia municipal posterior ao século XIII.

Do ponto de vista estratégico-militar, nos séculos XVIII e XIX, ocorreram em Vila Velha de Ródão um conjunto de acções militares – no contexto da Guerra dos Sete Anos e das Invasões Francesas – que colocam esta vila nos anais da História de Portugal e cujas obras de defesa são ainda hoje visíveis.
Apesar da sua importância estratégica, parece inegável que no início do século XIX Ródão se apresentava em decadência.

No último quartel do século XIX, a importância de Ródão advém do Porto do Tejo que dava passagem a uma estrada comercial e pastoril, fundamental para o desenvolvimento das regiões da Beira Baixa e Alentejo.
O tráfego fluvial foi muito activo até à construção do caminho-de-ferro, em 1885-93, que o substituiu.
Foi também nesta altura que se introduziu a olivicultura intensiva nesta região, que tão marcadamente contribuiu para as alterações na paisagem e economia locais.

A partir de 1971, a implantação da unidade fabril Celtejo (depois Portucel) significará a materialização da opção industrial por parte deste concelho, com as consequentes transformações ambientais, sociais e económicas.

Em Rodão, como na maior parte dos territórios rurais do país, a alimentação manteve-se, durante séculos, arreigada a conhecimentos e práticas dos povos que habitavam a Península Ibérica.
Por exemplo, as típicas sopas da boda que eram pratos de festa, casamentos e grandes eventos sociais.
Ou, por outro lado, os judeus que também deixaram marcas no quotidiano alimentar desta região, criando a tradição de dar a comer às parturientes fatias de pão fritas embebidas em ovo, cobertas de mel ou açucar.

Mais informação em: http://www.cm-vvrodao.pt