Proença-a-Nova

É uma vila localizada na zona do Pinhal Interior Sul, um concelho que abrange 4 freguesias: União de Freguesias de Sobreira Formosa e Alvito da Beira, Montes da Senhora, União de Freguesias de Proença-a-Nova e Peral e S. Pedro de Esteval.
Um município limitado a norte pelo de Oleiros, a nordeste pelo de Castelo Branco, a este pelo de Vila Velha de Rodão, a sudeste pelo de Mação e a noroeste pelo município da Sertã.

Antigamente chamavam-lhe Cortiçada e só no século XVI esse nome passou a Proença- a-Nova, o nome atual. O nome de Cortiçada referia o facto de na região ser abundante a produção de cortiça ou pela existência de um elevado número de colmeias (também chamadas cortiços).

A vida dos poucos habitantes de Proença-a-Nova, antigamente, era característica de uma ocupação preponderante a nível da pastorícia. Tanto nos períodos de paz como nos de guerra, em que os povos rivais obrigavam os habitantes a permanecer nos montes, a agricultura fazia-se nas terras baixas, férteis e de fácil irrigação. A caça era outro meio de sustento, que na altura era muitíssimo abundante e variada. Tendo uma vida isolada a população não evoluiu até ser doada aos Monges da ordem do Hospital. Estes com o principal objetivo de repovoamento e estabilização da população nos locais mais ricos e de maior estratégia, adotaram medidas: criaram defesa nas novas terras e cederam forais, portadores de várias regalias, às terras que o justificassem. E foi em 1244, que o prior de Hospital, Frei Rodrigo Egídio, concedeu a Proença-a-Nova o primeiro Foral.
A aceitação deste foral não foi pacífica, pelo que D. Manuel I remodelou todos os forais, concedendo um novo Foral a Proença-a-Nova em 1512.

Quer a arqueologia, quer a toponímia, confirmam que o povoamento do concelho é muito anterior à fundação da nacionalidade. Diversos vestígios arqueológicos, sobretudo da época da ocupação romana, encontram-se espalhados por todo o território. Desta forma, as mais recentes investigações arqueológicas centram-se na recolha de vestígios através de registos de presença humana, que remontam para mais de cinco mil anos.
Uma localidade rica em história, cultura e natureza, e sendo uma antiga terra de agricultores é, atualmente, considerada a exploração florestal como principal atividade económica da região.

Conhecer, descansar, caminhar, mergulhar, escalar, contemplar, descobrir, sentir, saborear, voar, pedalar, etc., são exemplos da variada escolha do que é possível fazer ao visitar o concelho de Proença-a-Nova. Um território com inúmeros cursos de água que em alguns locais foram aproveitados para albergar praias fluviais de qualidade reconhecida: praia fluvial da Aldeia Ruiva, do Alvito, da Cerejeira, da Fróia e do Malhadal, as duas últimas classificadas pela QUERCUS com qualidade de ouro. Por outro lado, para além dos cursos de água, existem também os vales e serras que a pé, de bicicleta ou de todo-o-terreno podem ser contemplados.
Para quem gosta de aventura, há ainda a alternativa de saltar de paraquedas no Sky Fun Center, que funciona no hangar do Aeródromo Municipal.

Os cheiros e sensações que a floresta oferece, bem como a biodiversidade de fauna e flora que envolve este território pode atualmente ser observado com alguma profundidade no Centro Ciência Viva da Floresta, onde existem diversas atividades e desafios para todas as idades cujo objetivo é dar a conhecer a floresta como fonte de bem-estar, de vida e de riqueza.

Também as tradições são parte integrante da cultura do concelho, romarias, procissões, encomendação das almas e o madeiro de Natal são alguns dos exemplos que prevaleceram no tempo e ainda se mantém atualmente, sendo por exemplo comemorado o feriado municipal a 13 de junho.

Para além da paisagem, das tradições e da cultura existe também excelente gastronomia que proporciona uma viagem marcada por sabores intensos. Pratos como o maranho e a tigelada, dois dos mais destacados exemplos de receitas transmitidas de geração em geração.
Do medronho é feita a aguardente, nalgumas povoações ainda destilada nos tradicionais alambiques.
A cereja e os citrinos, produzidos em maior abundância na freguesia de Montes da Senhora, têm o seu destaque na fruticultura.

Mais informação em: http://www.cm-proencanova.pt