Penamacor

é uma das vilas da região da Beira Baixa, e encontra-se situada a uma altitude média de 700 metros. Um concelho limitado a Norte pelo concelho do Sabugal, a Sul pelo concelho de Idanha-a-Nova, a Oeste pelo do Fundão e a Leste pela Estremadura espanhola. A sede de município é atualmente  composta por 9 freguesias: Águas, Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires (em União de Freguesias), Bemposta e Pedrógão (em União de Freguesias), Aranhas, Benquerença, Meimoa, Meimão, Penamacor, Salvador e Vale da Senhora da Póvoa.

Os vestígios mais remotos da ocupação do território apontam para horizontes pré-históricos (Neolítico final) e proto-histórico ( Idade do Bronze e Idade do Ferro) dispersos por vários locais da actual área concelhia.
Por aqui terão cruzado celtas e túrdulos nas suas deslocações para o SW e NW peninsulares, respectivamente, em tempos proto-históricos.

Quando as legiões romanas chegaram, depararam-se com a resistência dos lusitanos, tribos aguerridas que viviam essencialmente da pastorícia. O surto de romanização deixou marcas evidentes em toda a região, facto a que não é alheia a presença de Egitânia (Idanha-a-Velha) nas proximidades, um importante aglomerado urbano, ao que se crê, de fundação de Augusto. Um hiato histórico considerável, apenas devido à falta de informação, já que durante vários séculos o território foi sucessivamente ocupado por suevos, vandalos, visigodos e muçulmanos, transporta-nos para os finais do séc. XII, altura em que D. Sancho I consolida definitivamente a sua conquista aos mouros.

A investida de D. Sancho I contra os sarracenos inscreve-se no movimento mais vasto da reconquista peninsular pelos cristãos, onde os vários reinos que então se desenhavam avançavam rapidamente para sul, procurando cada um alargar os seus domínios e sobre eles fazer reconhecer os seus direitos. Seguindo uma estratégia de alargamento e consolidação progressiva do território, D. Sancho concede foral a Penamacor em Março de 1209, que o seu sucessor, D. Afonso II, confirma em 1217.

Face ao crescimento registado, D. Dinis sentiu necessidade de cercar a vila com nova muralha, sucessivamente reforçada em reinados posteriores. D. Manuel concede-lhe novo foral, a 1 de junho de 1510.

Política e militarmente, a posição de Penamacor viria a assumir particular relevância ao longo de vários séculos, no contexto das relações com os reinos vizinhos, primeiro com Leão e mais tarde com Castela e Espanha, sendo com frequência palco de movimentações militares, sobretudo em períodos agudos da nossa história, como foram as guerras da restauração da independência e das invasões francesas.

O desenvolvimento da vila, nos finais do século XII, deveu-se à necessidade de proteção da fronteira portuguesa, pelo que foi construído um castelo (Castelo de Penamacor), de que ainda hoje restam vestígios, considerado monumento nacional.

Do vasto património histórico do concelho faz também parte: o museu Municipal de Penamacor, o museu Dr. Mário Bento, as capelas de S. Domingos e de N.ª Sr.ª da Conceição, o monumento aos Combatentes da Grande Guerra, as fontes (nomeadamente a do Frade), o Cruzeiro, a Torre de Menagem e a do Relógio, entre outros.

Para além do rico património histórico, Penamacor tem também uma paisagem natural muito diversificada, existindo assim a norte, uma zona montanhosa, coincidente com a serra da Malcata, e uma zona relativamente plana, a sul, quebrada por pequenos relevos bem demarcados, que apresentam ao horizonte uma riqueza de contrastes que atrai o olhar.

Relativamente a zonas de lazer o concelho tem além do parque de campismo do Freixial, das piscinas municipais e da barragem da Meimoa, propícia às pescarias, zonas balneares que tornam o verão mais fresco.

A localidade é ainda destacada como a vila portuguesa onde se realiza o maior madeiro de Natal.

Mais informação em: www.cm-penamacor.pt