Idanha-a-Nova 

É sede do quarto município mais extenso de Portugal, limitado a norte pelo município de Penamacor, a leste e sul pela Espanha, a oeste por Castelo Branco e a noroeste pelo Fundão. O concelho de Idanha-a-Nova, do distrito de Castelo Branco, abrange 17 freguesias: Alcafozes, Aldeia de Santa Margarida, Idanha-a-Nova, Idanha-a-Velha, Ladoeiro, Medelim, Monfortinho, Monsanto, Oledo, Penha Garcia, Proença-a-Velha, Rosmaninhal, Salvaterra do Extremo, São Miguel de Acha, Segura, Toulões e Zebreira.

Aqui viveram os primeiros seres vivos da terra, imortalizados nos fósseis de Penha Garcia e os primeiros homens de que há memória, guardada em valiosos testemunhos arqueológicos.

No património arquitetónico, destaca-se a Egitânia, uma estação arqueológica do ano 534, que foi uma da mais importantes cidades da Lusitânia, subsistindo ainda os troços das calçadas romanas e a ponte românica, construída sobre o rio Ponsul.

Há ainda em todo o concelho numerosos vestígios pré-históricos de ocupação, como menires e antas. Uma terra onde passaram vários povos e diferentes culturas, um local de diversos vestígios da cultura castreja e da presença dos romanos, na forma de estradas, pontes, calçadas, termas, mas não só, existem também testemunhos de visigodos, muçulmanos e cristãos.

Relativamente ao património histórico destaca-se ainda o castelo, de 1187, mandado construir por Gualdim Pais, a igreja matriz, do século XVI, que possui três naves, apresenta um pórtico da renascença e uma abóboda artesoada na capela-mor, a Igreja da Misericórdia e a Capela da Senhora do Almortão, construída no local onde terá aparecido uma imagem de uma santa e que é local de romaria, realizada no segundo domingo de maio.

As manifestações populares e culturais no concelho são diversas, sendo de destacar a festa da Senhora da Graça, que ocorre sete dias depois da Senhora do Almortão; a festa da vila, em agosto; a festa de S. Domingos, oito dias após a Páscoa; a festa de Nossa Senhora da Piedade, de 7 a 9 de setembro; e a de Nossa Senhora da Conceição, a 8 de dezembro.

A festa da Senhora da Almortão, realizada 15 dias depois da Páscoa, que é a romaria mais importante das redondezas, existindo uma lenda à volta da imagem de N. Sra. que terá aparecido um dia numa moita de murtas. Quando as pessoas a encontraram recolheram-na e levaram-na para a Igreja de Monsanto, contudo esta desaparecia várias vezes e aparecia sempre no local onde surgira pela primeira vez. Assim, construiu-se uma ermida nesse local para que a imagem nunca mais desaparecesse.

No artesanato, são típicos a cestaria em vime, os bilros, as rendas, os bordados e os adufes. Estes últimos, que são feitos com pele de ovelha ou cabra, que montada numa armação quadrada de madeira forma uma caixa de ressonância estreita, dentro da qual são colocadas sementes, areias, soalhas ou mesmo caricas, para enriquecer o seu som peculiar.

Idanha-a-Nova, como concelho,  tem ainda um rico património natural do Tejo internacional, com as maiores reservas de caça de Portugal e boas condições para a prática de desporto na natureza.

Dar um mergulho numa das várias piscinas e albufeiras ou descer o rio de canoa, jogar ténis ou futebol, dar um passeio de BTT ou a cavalo, fazer caminhadas ou praticar escalada são também algumas atividades que se podem realizar para ocupação do tempo.

No que se refere às zonas de lazer pode passar-se um agradável momento de descanso nas Termas de Monfortinho, e para aconchegar o estômago saborear as migas de peixe ou o achigã frito, o ensopado de borrego, javali ou veado, e ainda provar os espargos silvestres à moda de Idanha.

Mais informações em: http://www.cm-idanhanova.pt