Castelo Branco

É cidade da região centro e capital de distrito. Um município subdividido em 19 freguesias, limitado a norte pelo município do Fundão, a leste por Idanha-a-Nova, a sul pela Espanha, a sudoeste por Vila Velha de Rodão e a oeste por Proença-a-Nova e por Oleiros.
A cidade de Castelo Branco localiza-se no interior de Portugal a aproximadamente 50 km da fronteira com Espanha e dista cerca de 100 km da cidade da Guarda e 80 km da cidade de Portalegre, as capitais de distrito mais próximas.

Castelo Branco deve o seu nome à existência de um castro luso-romano. A cidade surgiu a partir de três núcleos populacionais distintos: um na colina onde hoje ainda subsiste a chamada “cidade velha”, outro no triângulo compreendido entre os limites das Ermidas de S. Martinho, Senhora de Santana e Senhora de Mérules, sendo o terceiro núcleo, localizado em S. Bartolomeu, a 4 ou 5 km da cidade.

Pedro Alvito, Mestre da Ordem do Templo, concedeu o foral à cidade no século XIII. Mas, no reinado de D. Dinis, com a extinção da Ordem do Templo, e a respetiva incorporação dos seus bens na Ordem de Cristo, criada para substituir, Castelo Branco tornou-se Comenda da Ordem de Cristo. No âmbito da reforma de D. Manuel I, foi-lhe autorgado, em 1510,  o Novo Foral. Tornando-se assim em 1642 a Vila de Castelo Branco.

A 16 de Agosto de 1858 inaugura-se a linha telegráfica Abrantes – Castelo Branco e em 14 de Dezembro de 1860 a cidade inaugura a sua iluminação pública, passo importante para o desenvolvimento desta, tendo mesmo sido feita Oficial da Ordem Militar de Cristo a 22 de Setembro de 1931. Com efeito, a cidade viria a tornar-se capital do distrito em 1959.

Relativamente ao património histórico e cultural: o Castelo da cidade foi construído na Idade Média, entre 1214 e 1230, uma obra dos templários. Posteriormente (uns 150 anos mais tarde), no reinado de D. Afonso IV, foi construída a cerca da vila, uma muralha e um conjunto de torres que rodeava a vila que,  entretanto, crescera na encosta do monte da Cardosa. Em 1648, devido à Guerra da Restauração, o castelo sofreu bastantes danos causados pela ofensiva espanhola e mais tarde, na Guerra Peninsular, voltou a ser assolado pelas tropas francesas lideradas por Jean Junot.

Para além do Castelo existe também como património histórico da cidade, a Catedral, Igreja de S. Miguel, de traçado medieval, que sofreu alterações ao longo dos séculos, atualmente, predominantes os elementos do Barroco e do Rococó.

Já o  Jardim do Paço Episcopal destaca-se pela conjunção do verde e pela sua estatuária em pedra. Esta, seguindo percursos temáticos, aborda figuras e simbologias religiosas, históricas e mitológicas.

Também o Museu Francisco Tavares Proença Júnior é o bastante conhecido da cidade de Castelo Branco. Fundado em 1910, guarda muitas peças identificativas da cidade e da região, como achados arqueológicos, tapeçarias do século XVI e arte primitiva portuguesa.

Ainda sobre o património histórico e cultural: o Solar dos Cavaleiros, edifício de meados do século XVIII, em pleno centro histórico, serve de instalação a uma parte do Museu Cargaleiro, onde é possível apreciar um notável conjunto de obras, que integram o acervo da Fundação Manuel Cargaleiro: pintura, cerâmica, escultura, azulejaria, tapeçaria, inaugurado a 25 de Abril de 2004.

Existe ainda, o Museu de Arte Sacra “Domingos dos Santos Pio”, situado no Convento da Graça desde 11 de Novembro de 1984, que alberga artefactos de cariz religioso.

No artesanato, um dos produtos típicos da região são as colchas de linho bordadas com fio de seda natural, conhecidas como bordado de Castelo Branco, que se crê serem de inspiração oriental e que se tornaram conhecidas a partir de meados do século XVI. São conhecidos pela suas cores vivas e pelos elementos que retrata normalmente relacionados com a natureza, destacando-se o frequente uso de árvores e pássaros.

Como património natural é de destacar o Geopark Naturtejo da Meseta Meridional que tem 5 mil km2 que se estendem pela área composta pelos municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Rodão, apresentando um vasto património geomorfológico, geológico, paleontológico e geomineiro. O Geopark está integrado na Rede Mundial de Geopaks, criada em 2004 pela UNESCO e à qual aderiu no ano de 2006. O seu objectivo é valorizar os locais que agem como testemunhos-chave da história da terra.

Mais informação em: http://www.cm-castelobranco.pt